A Arte da Guerra - Sun Tzu

 A Arte da Guerra é o livro chinês mais conhecido no Brasil e provavelmente em todo o mundo. Ele foi escrito por Sun Tzu quatro séculos antes de Cristo. Foi usado como livro básico para a formação de militares na União Soviética e continua sendo usado até hoje para a formação dos oficiais chineses. 

 Por que um livro tão antigo continua lido por tantas pessoas de tantas culturas diferentes? Por que uma pessoa sem experiência militar, como Sun Tzu, pôde escrever um livro que influenciou centenas de militares? Sim, meus amigos, numa sociedade como a nossa, que valoriza tanto a experiência prática, nos rendemos a leitura de um autor que foi apenas um observador das atividades militares. Com certeza, um observador muito atento.

 
Versão NÃO recomendada pelo nosso blog.
Li duas traduções de A Arte da Guerra. A primeira foi uma tradução de James Clavell, quando eu tinha 12 anos. Peguei n biblioteca publicada de Ituiutaba (MG) por mera curiosidade. O tradutor dessa edição tentou fazer o livro parecer um texto bíblico, ele usa um a linguagem muito séria e complicada. Como se palavras arcaicas ajudassem a  valorizar o conteúdo de um texto. A Arte da Guerra tem que valor por si só e não precisava de  uma tradução confusa.

 
Edição recomendada por este blog.
Anos mais tarde, já trabalhando, ganhei de um colega a versão publicada pela editora Jardim dos Livros.  Esse colega me confessou que já a tinha lido mais de 10 vezes. É a única tradução direta do chinês para o português que eu conheço. A linguagem é simples e acessível, muito mais fácil de ser entendida. Recomendo a leitura desta edição. Ela é um pouco mais cara, mas a diferença na qualidade do texto é impressionante. Parece que você está lendo outro livro. 

 Cada pessoa tem as suas próprias interpretações de A Arte da Guerra e a aplica no seu dia dia conforme sua realidade. Honestamente eu não sei como esse colega aplicava no ambiente corporativo. Mas aparentemente a leitura o ajudou na tomada de muitas decisões importantes. Eu o considero bem sucedido pessoal e profissionalmente.

 Guardo muitas passagens deste livro na memória.  Entre elas, a que mais me marcou foi a parte onde Sun Tzu diz que o bom general sabe usar a astucia do covarde e estupidez do valente para alcançar a vitória. Eu entendo isso como: Nem sempre temos os recursos ideais, a equipe e os meios que gostaríamos, mas ainda assim todo ponto fraco traz uma vantagem intrínseca. Um bom líder sabe identificar essas vantagens e usá-las no lugar apropriado em favor dos seus objetivos. 

 Essa leitura teve muito impacto na menina de 12 anos que eu era e na maneira como eu vi o mundo daquele dia em diante. Ultimamente penso que além de situações externas, isso também se aplica ao nosso estado psicológico interno. Nossos "defeitos" também trazem um outro lado de grandes vantagens que, quando empregadas a nosso favor, nos levam a alcançar nossos objetivos.

 
 Para finalizar é importante dizer que existem várias interpretações de A Arte da Guerra por aí. Basicamente são pessoas que leram o livro e escreveram outro livro dizendo como elas acham que a filosofia de Sun Tzu deve ser aplicada em determinadas condições por determinadas pessoas. Por exemplo A Arte da Guerra para Mulheres, A Arte da Guerra para Executivos e Diretores, A Arte da Guerra nos Negócios e por aí vai. Li A Arte da Guerra para Mulheres quando estava na faculdade. Foi uma leitura válida, mas é sempre uma opinião pessoal que tenta se valorizar citando Sun Tzu. Recomendo sempre a leitura do texto original de A Arte da Guerra.

 E você? Já leu A Arte da Guerra? Quer ler? Por favor, compartilhe a sua experiência. 

 Até nosso próximo encontro.
 


Comentários

POSTS MAIS LIDOS

Psicologia Feminina: A Necessidade Neurótica de Amor

A Personalidade Neurótica de Nosso Tempo - Karen Horney

Éramos Seis, Irene Ravache, Moçambique e Angola

O Caminho dos Justos – Moshe Chaim Luzzatto

A SIMETRIA OCULTA DO AMOR - BERT HELLINGER

Daniela e os Invasores - Dinah Silveira de Queiroz

"Sei que muitas vezes eu mesmo fui um obstáculo no meu caminho, mas isso acabou"

Diamante banhado em sangue, a história do Estrela do Sul

Como acabei perdendo meu coração - Doris Lessing (Nobel de Literatura em 2007)