Virginia Woolf, Virginia Woolf, por que eu te conheci tão tarde?

 Terminei a leitura de Passeio ao Farol da Virginia Woolf.

Peguei este livro emprestado num projeto maravilhoso da cidade dos meus pais.O projeto chama-se Biblioteca de Rua. Em algumas esquinas, a prefeitura colocou uma caixa parecida com uma cabine telefônica britânica cheia de livros. As pessoas que passam pela rua podem abrir, pegar qualquer livro e devolver quando puder. Tomara que muitas outras cidades façam o mesmo.

 Voltando ao romance, Passeio ao Farol é simplesmente maravilhoso. Virginia tem uma maneira única de descrever seus personagens misturando o estado psicológico com o ambiente externo e passando da perspectiva de um personagem para outro de uma maneira fluida.

 A descrição da passagem do tempo, rápida ou lenta, tanto neste romance como em Orlando, me fascinou. Quando se torna necessário, uma década  pode ser descrita em uma linha de maneira suave e sutil. Em outros momentos a descrição de meia hora pode ser feita com 100 páginas de uma maneira que me faz não querer parar de ler.

 Basicamente trata-se de uma família que tem uma casa de praia, e um dos filhos quer ir visitar o farol no dia seguinte. Essa visita não acontece. Passam-se anos, e mais uma vez, a família decide ir ao farol. Mas o passeio não sai como eles esperavam.


 Tomei conhecimento deste romance, quando li "A Dominação Masculina" de Pierre Bourdieu. O autor analise a figura do pai, sr. Ramsay, no romance.  A análise da figura do pai e a crítica a sociedade sexista existe, mas é de uma maneira muito sutil. O talento da autora revela muitas outras perspectivas de cada personagem.






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